segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Diário do capitão - 1º Dia - La chegada en argentina

Diário do capitão:
30/01/10 e 31/01/10.
Sai de São Bernardo do Pasto depois de uma apreensão da porra. Tinha combinado com 2 amigos meus pra me levarem no aeroporto, pra ter um de backup caso o outro falhasse.
Deu que ambos deram cano. Um deles devido ao irmão ter sofrido acidente e ele ter de ir a outra cidade dar apoio pra mãe, já o outro, deu cano mesmo, tentei ligar pro celular, casa e nada.
Por fim, arrumei as malas, uma mochila com 5 e uma mala com 6,5 kg, perfeito para 7 dias ou 8, notebook incluído.
Meu tio fez o favor de me levar com meu carro a Cumbica.
Chegando lá, só novas experiências, pois só tinha voado domesticamente.
Check-in e despacho de bagagem, tudo certo, receita federal declarar máquina fotográfica e notebook, também ok. Tinha mais uma hora, resolvi tomar um lanche, pois meu vôo saia as 21h45. Tomo lanche, depois de mais de um ano, comi Mac Donalds novamente,, paguei com débito e de lá saí para olhar o terminal e vi que estava em proceed to gate, e lá fui eu, só que 45 min antes do vôo num esperava ter aquela burocracia, quase me fodi. Fila, Raio-X, fila, polícia federal, um cara da gol batendo o pé, fui o ultimo a embarcar, mas as portas ainda não estavam fechadas. Entro destino POA, maravilha as gaúchas loiras no avião, mas, claro, um tiozão com cara de boliviano senta a meu lado. Bolachinha e suco depois, chego a POÁ e em 10min estou embarcando no vôo a Córdoba. Chego no avião, vaga na janelinha e quem está na minha vaga? Uma Argentina que me pede se posso sentar na cadeira do corredor, na fileira oposta, pois estava com 2 filhos. Depois de um parto tentando entender o que ela dizia, aceitei e logo, um tiozão, 2 fileiras á frente pede pra eu trocar com ele, não discuti, devia ser o marido e pai dos pentelhos. Òtimo, estava no corredor, mas longe de criança com duracel. Mas foi quando sentei que me dei conta: “Caralhos voadores do inferno, que faço aqui? Num entendo nada de espanhol, ainda mais com este povo que fala rápido e enrrolado pra porra, pelo menos vou estudar!”Chego a Cordoba, aeroporto de configuração estranha, mas mesmo no avião, já noto a eficiência dos argentinos ao desembarcar bagagem. Fila, escada, mais fila e gente com sono. Chego no guichê da Aduana, apresento documento, entrego papel de entrada no país preenchido. Ele me devolve canhoto, UPS, ouço alguém me chamar.... Trouxa sonolento dos infernos, ia esquecendo o RG. Raio-X novamente, pego a bagagem, saio da área de desembarque. Eita, fodeu, esqueci a porra do papel com endereço do hostel. Puta que pariu, seu Zé , Zé lelé. Ótimo, vou na área de atendimento a turista. Fechada. Também, é 3h da matina nesta porra de lugar argentino e eu tou com sono, decido ir tomar um café pra ver se os neurotransmissores tomam um tranco. Vejo a livraria aberta e .... eureka toska, vou comprar uma mapa: morreu 25 pesos, mas pelo menos vi que a rua se chamava Obispo Salguero. Ah, claro o internet café do aeroporto, que chamam de locutório, tava cerrado.
Pego um táxi, e claro, sempre escolho um taxista com jeito de filho de uma santa puta; (No RJ foi pior); Dou endereço, mas num sei o número, resultado, rodo a rua toda, pois é na última quadra. Sorte, achei o lugar e um dos donos estava na porta, gente boa o Santiago. Enchi o saco dele um pouco e fui deitar. Cama boa pra caramba, quero um colchão desse. Beliche, parte de baixo, locker em baixo da cama. Guardo coisas de valor. Deito. Demoro a dormir. Uma brasileira, dois brasileiros com piriri, um italiano e uma oriental americana, acho. Bem, está quente, demoro, mas durmo. Acordo umas 11h, rotina matinal, café, muito café, uns pães estranhos e Dulce de leche, hum. Ligo note, telefonemas, download da petição, sim, petição, vou complementa-la mais tarde. Está chovendo. Para de chover. Saio e o primeiro lugar é o supermercado, depois, claro, como bom paulista, o shopping, pátio olmos, finalmente vou ver aonde é o curso e os outros hostels. Vi onde é o curso e o primeiro hostel, achei legal, bem pertinho, ainda não decidi se irei pra lá, pois custa uns 10 reais a mais por dia, e isso, aqui, é minha refeição.
Curso fechado, óbvio. Decido então ir a uma praça que no mapa parecia legal, não era, nada demais, sem graça, mas descobri uma choperia que parece boa. Voltando.... está um sol escaldante, me refugio em cada sombra, estou de calça preta. Quase paro no cachorro quente, na sorveteria, e paro no shopping, como um lanchinho, lomo, vulgo, x-churrasco salada. Subo pra ver outro hostel, sim, subida e ta um calor da porca torcer o rabo. O hostel pareceu legal, mas num é mais perto que o que estou e é tão caro qto o outro, porém com atendimento bem pior do que o que estou. Decido que ficarei nele pelo menos até terça. Passo na farmácia e compro alfajor e protetor solar. Volto. Chego e dá-lhe petição, reintegração de posse. O pessoal estranha alguém trabalhando na área comum do hostel num domingo, enquanto uns conversam, outros jogam futebol no x-box. Um Irish guy vem falar comigo, sobre o serviço. Detalhe, a tomada daqui precisa adaptador. Paro pois meu saco ta na lua. Mercado de novo. Decido comprar comida pra fazer, ensalada e bife. Além de um vinho. Preparo a salada, bife e omelete, me cedem umas 3 cucharras de arroz. Doo parte da salada, pois fiz demais. Sobrou o bastante pra mais uma refeição, inclusive vinho. Converso com ums brasileiros e umas norueguesas. Tomo banho, E cá estou eu digitando isto e vou terminar a petição pra envio pela net.

Gastos em pesos argentinos:
Mac – débito R$12
Táxi 45
Mapa 25
Mercado 23
Almoço e sobremesa 20
Farmácia 27
Mercado 44
Hostel 1 dia – 30

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