domingo, 7 de fevereiro de 2010

Diário de Capitão - 5º Dia - Cara de turista

04/02/10
Hoje foi fodíssimo de acordar, foi necessário 2 caanecas cheias de café. Quase que peguei um taxi pro curso, estava uma garoa fina e persistente. Mas cheguei com 10 min. de atraso e não foi grande problema. Aulas e mais aulas, depois da aula, eu e 2 colegas da escola passamos no cinema para assistir uma película que se llama Avatar 3D, dublada. Entendi praticamente tudo. Ah esqueci de dizer, fui tomar um lanche com eles, tive de dividir o sanduíche, bem servido, de uma espécie de churrasco grego, mas com MUITA higiene e com carne de 1ª. Depois do filme, comprei uma porra de dicionário. Foi uma coisa besta, entrei na livraria e fiquei com aquela cara óbvia de turista, pelo visto, o filho de uma santa mãe Argentina notou, pois enfiou a faca no preço (+50%), depois rodando pelo calçadão, comprei postais e outra lapiseira, pois perdi a primeira, e vi que o preço do dicionário foi inflacionado por eu ser um idiota e parecer turista ou, vai saber, e a porra da livraria era mais cara mesmo, mas prefiro achar que fiz uma cara de turista, pois fiz meeeeesmo e que o cara não é nenhum santo.
Depois, resolvi passar numa galeria que derivava do calçadão, comprei canivete. Voltando ao Hostel, passei no mercado. Chegando ao hostel, vi meus emails e notei que tinha um problema de trabalho, mas, como aqui é 1h a menos que em sampa, tudo já estava fechado, teria de resolver ou tentar, outra hora.
Banho, internet, patrícia me enviou um roteiro de como ir e o que fazer em Mendoza. (Obrigado Patrícia, não só pelas dicas, mas por Tudo), um pouco de blog e o dono do hostel iria fazer um churrasco. Como sou vegetariano vegano ovolacto, claro que aderi ao churrasco... e dá-lhe carne, conversa em inglês com o Francês gente boa pra caramba (que está no beliche em frente) e mais carne regada a vinho tinto, conversa com umas canadenses em inglês, vi fotos de Ushuaya, dos Glaciales (Geleiras), conversa em espanhol com uns cordobeses amigos dos donos do Hostel (amam futebol, claro) e foi muito bom o churrasco, exceto pela Morcilla que no me gusta (putz, vinho aqui é barato e mesmo os mais baratos são bem tomáveis). Pança cheia, dá-lhe lição de casa e.... finalmente cama.


Gastos do dia:

Lapiseira 3,5
Lanche 11.
Dicionário 25 (maldito seja)
Cinema 18
Churrasco 25
Mercado 34 (vinho, sucos, carne e tomates)
Canivete 20
Postais 9
Guarda-chuva 12

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Diário do Capitão - 4º Dia - "So Long, and Thanks for All the Beans"

03/02/2010

O dono do hostel penou pra me acordar hoje, deu até pena, mas por sorte, ele é insistente e acordei. O dia estava com um sol bom quando saí, prometia ser muito quente. Tive a aula, muito legal, depois fomos ao museu de arte contemporânea de córdoba, tirei poucas fotos. Ah, detalhe, fui a pé umas vinte quadras e estava um calor Absurdo, mas na volta, já vim direto ao hostel, pois estava cansado e fiz uma siesta. Acordei, e comecei a fazer um feijão preto, sem panela de pressão. Comida brasileira: arroz, feijão, salada e bife, os brasileiros que estavam aqui no hostel acharam divino pois estão faz um me na Argentina, e sem comer feijão, e o dono do hostel também comeu e gostou do feijão simples. Ao final, os brasileiros , que estavam para pegar o onibus para Rosário, me agradeceram e a forma com que me agradeceram me lembrou de uma frase do Mochileiro das galáxias: "So Long, and Thanks for All the Fish " - "Até mais e obrigado pelos peixes", mas foi mudada: "Até mais, e obrigado pelo feijão". Lá se foi mais uma breja com a janta (7 pesos). Tinha combinado com o pessoal do curso de espanhol de encontra-los as 22h na frente da escola pra ir a um bar com musica. Estava chovendo, peguei um táxi´, convidei os 3 israelenses e apenas os 2 caras quiseram ir , 13 pesos ( eu paguei) , mas, apesar de já ser mais de 22h, o povo do curso não tinha chegado, apenas a guia, funcionária da escola, mas logo chega Renan, o carioca, acompanhado de uma alemã e um alemão que estão na casa que ele está hospedado. Aguardamos e nem o alemão, nem as 2 garotas no curso chegam. Saímos, outro táxi, desta vez saiu 9 pesos, como táxi aqui é barato, mesmo em pesos! Fomos a um bar aqui tipo buteco bonito, legal. Provei cerveja Imperial, mas o lugar era caro, saia 15 pesos cada breja, bem caro, mas a breja aqui é de litro (35 pesos). As coisas aqui, a noite, principalmente bares e danceterias (chamam de boliche, mas num tem boliche) abrem muito tarde, tipo: uma balada aqui numa danceteria começa as 2h da manhã!!!
Saímos daquele barzinho, Renan e alemães foram embora, fomos a outro local, 50m depois, um bar num subterrâneo, diferente, tocava rock internacional e rock latino (não necessariamente argentino) e logo a Alina, a guia da escola, encontrou 3 amigos, logo os israelenses foram embora, fiquei conversando com alina e os amigos, treinando meu espanhol e bebi coca com vinho, coisa bizarra, mas que só perde pra mistura de bebida que os cordobenses gostam (depois digo o que é). Os amigos de Alina eram um vendedor, uma vendedora e um artista (pintor). Bem legal escutar e entender, inclusive os palavrões. Fiquei até mais de 3h no bar, despedi do pessoal, na hora que saí não estava chovendo, comecei a ir a pé, mas logo começou a chover, aguardei 15 min sobre uma cobertura, mas a chuva piorou, peguei um táxi (6 pesos), banho e cama.

Diário do Capitão - 3º Dia - Gabriel Garcia Marques

02/02/10

Ontem a noite, pedi ao dono do hostel que me despertasse as 7h30, pra dar tempo de me arrumar, e ainda sobrar uns 20-30 min. pra ir andando até o curso.
Claro, ele furou, sorte que um vizinho de quarto e de beliche acordou, fez barulho e com isso acordei na hora.
Ah, sobre ontem , esqueci de um gasto, comprei uma lapiseira a 4,5.
Bem, acordei, rotina matinal, caminhada, hoje pela manhã estava mais quente que ontem.
Cheguei ao curso e foi um ótimo momento do dia.
Saí do curso e fui almoçar com a galera da escola do meu horário de aulas, eu, uma gaúcha doida, uma catarinense, um carioca e um alemão, que fala um pouco de português, almoçamos no kilo, 18 pesos, depois nos separamos e comecei a voltar para o hostel, passei no shopping que é no caminho, amei o ar condicionado, pois os sol, na rua, e o calor, era escaldante. Pense em um lugar quente! Aqui estava mais! Tomei um belo copo de refrigerante, 6 pesos. Continuei a andar, passei novamente na loja de frutas secas e cristalizadas e comprei feijão preto a 1 peso 100g. Passei no mercado e comprei itens para meu jantar e uns sucos prontos, 34 pesos. Cheguei ao hostel com a camiseta encharcada de suor, molhada mesmo. Fiz metade da tarefa de casa. Depois saí para comer uma milanesa, me acompanharam um historiador suíço, e mais 3 brasileiros que estudam na UNIFESP (humanidades), muito legal saber que até o suíço conhecia Gabriel Garcia marques, uma conversa muito boa e muito cabeça, em espanhol (35 pesos, com bebida). Voltei, terminei a lição, banho, tomei uma cerveja com o suiço e uma israelense, desta vez mesclando espanhol com inglês, muito legal. (6 pesos), fui dormir.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Diário do capitão - 2º Dia - Primeiro dia de aulas

01/02/2010

Sou acordado, a pedido, por um dos donos do hostel. Dia Nublado. Maravilha. Bermuda e camiseta, café da manhã, saio andando, são 25 min. de caminhada até o curso. Chego a tempo, tranqüilamente. Professor Pablo. Só uma pessoa na aula, além de mim. Uma garota de POA, que por coincidência veio e irá voltar no mesmo vôo que eu, porém não a tinha notado, nem teria. Intervalo. Aula quase particular, perfeito. Saio as 13h , pago o que faltava do curso (US$200,00) e vou fazer um city tour, a pé nas proximidades da escola, com uma funcionaria da escola, parte do curso e o almoço também, empanadas com gaseosa Pepsi. Ótimo, pago pela guia. Passo na casa de cambio, troco 150 reais por pesos, dá 300 pesos. Pego o ônibus doble, estilo londrino, mas ao esquema argentino. A porra do ônibus foi estragado com uma enorme propaganda do Mac donalds na lateral. City tour de ônibus e 30 pesos mais pobre, devo lembrar de ir na casa de artes, próximo da univeersidade e no parque, pareceu legal. Também devo tirar foto da catedral e da fonte. As coisas aqui são bizarras. Volta do citytour, garoando. Desço na informações turísticas e pego um folheto e um mapinha novo. Começo a andar de volta, passo por dentro da faculdad de derecho da universidad nacional, tenho de voltar quando souber falar mais espanhol. Andando na volta e com uma vontade de mijar, vejo uma loja, mas num mijei nela, apenas comprei, banana, melão, ananás e damasco, todos secos, e alho, esqueci de comprar feijão, detalhe: aqui só tem preto e branco, gasto de 24 pesos.
Subo de volta ao hostel, me sento a mesa na área comum externa com um copo de h2o citrus e ouço e converso com o dono do hostel e um amigo dele de faculdad. Logo chega um austríaco, começo a entender inglês, até que a tecla sap mental funcionou bem, mas claro, na hora de falar, meu inglês é toskonês, mas consigo ser entendido, embora tenha de falar em espanhol em alguns momentos pra ser entendido. Uma verdadeira merda, preciso reforçar meu inglês, pois entendo 90%, de assunto simples, mas na hora de me expressar, travo. Com espanhol isso não ocorre, ainda bem.
Subo, converso com Leandro e dais pelo skype, vejo se tem alguém no msn, prepararei meu jantar: salada, omelete e bife. Quando estava comendo a luz acabou e comi a luz de vela, mas logo depois de comer, fui a área comum na frente, tipo uma sala, e o pessoal estava com violão e cantando músicas diversas anos 80-90 de pop rock e rock, bem legal, muito divertido, ainda mais, com cerveja. A luz voltou, e agora estou digitando, mas num fiz a tarefa do curso. Vou dormir, e foda-se

Gastos:
US$ 200,00 restante do curso
ARS
30 passeio city tour
24 frutas secas
0 do hostel, pagarei na Sexta, acumulado.
7 cerveja

Diário do capitão - 1º Dia - La chegada en argentina

Diário do capitão:
30/01/10 e 31/01/10.
Sai de São Bernardo do Pasto depois de uma apreensão da porra. Tinha combinado com 2 amigos meus pra me levarem no aeroporto, pra ter um de backup caso o outro falhasse.
Deu que ambos deram cano. Um deles devido ao irmão ter sofrido acidente e ele ter de ir a outra cidade dar apoio pra mãe, já o outro, deu cano mesmo, tentei ligar pro celular, casa e nada.
Por fim, arrumei as malas, uma mochila com 5 e uma mala com 6,5 kg, perfeito para 7 dias ou 8, notebook incluído.
Meu tio fez o favor de me levar com meu carro a Cumbica.
Chegando lá, só novas experiências, pois só tinha voado domesticamente.
Check-in e despacho de bagagem, tudo certo, receita federal declarar máquina fotográfica e notebook, também ok. Tinha mais uma hora, resolvi tomar um lanche, pois meu vôo saia as 21h45. Tomo lanche, depois de mais de um ano, comi Mac Donalds novamente,, paguei com débito e de lá saí para olhar o terminal e vi que estava em proceed to gate, e lá fui eu, só que 45 min antes do vôo num esperava ter aquela burocracia, quase me fodi. Fila, Raio-X, fila, polícia federal, um cara da gol batendo o pé, fui o ultimo a embarcar, mas as portas ainda não estavam fechadas. Entro destino POA, maravilha as gaúchas loiras no avião, mas, claro, um tiozão com cara de boliviano senta a meu lado. Bolachinha e suco depois, chego a POÁ e em 10min estou embarcando no vôo a Córdoba. Chego no avião, vaga na janelinha e quem está na minha vaga? Uma Argentina que me pede se posso sentar na cadeira do corredor, na fileira oposta, pois estava com 2 filhos. Depois de um parto tentando entender o que ela dizia, aceitei e logo, um tiozão, 2 fileiras á frente pede pra eu trocar com ele, não discuti, devia ser o marido e pai dos pentelhos. Òtimo, estava no corredor, mas longe de criança com duracel. Mas foi quando sentei que me dei conta: “Caralhos voadores do inferno, que faço aqui? Num entendo nada de espanhol, ainda mais com este povo que fala rápido e enrrolado pra porra, pelo menos vou estudar!”Chego a Cordoba, aeroporto de configuração estranha, mas mesmo no avião, já noto a eficiência dos argentinos ao desembarcar bagagem. Fila, escada, mais fila e gente com sono. Chego no guichê da Aduana, apresento documento, entrego papel de entrada no país preenchido. Ele me devolve canhoto, UPS, ouço alguém me chamar.... Trouxa sonolento dos infernos, ia esquecendo o RG. Raio-X novamente, pego a bagagem, saio da área de desembarque. Eita, fodeu, esqueci a porra do papel com endereço do hostel. Puta que pariu, seu Zé , Zé lelé. Ótimo, vou na área de atendimento a turista. Fechada. Também, é 3h da matina nesta porra de lugar argentino e eu tou com sono, decido ir tomar um café pra ver se os neurotransmissores tomam um tranco. Vejo a livraria aberta e .... eureka toska, vou comprar uma mapa: morreu 25 pesos, mas pelo menos vi que a rua se chamava Obispo Salguero. Ah, claro o internet café do aeroporto, que chamam de locutório, tava cerrado.
Pego um táxi, e claro, sempre escolho um taxista com jeito de filho de uma santa puta; (No RJ foi pior); Dou endereço, mas num sei o número, resultado, rodo a rua toda, pois é na última quadra. Sorte, achei o lugar e um dos donos estava na porta, gente boa o Santiago. Enchi o saco dele um pouco e fui deitar. Cama boa pra caramba, quero um colchão desse. Beliche, parte de baixo, locker em baixo da cama. Guardo coisas de valor. Deito. Demoro a dormir. Uma brasileira, dois brasileiros com piriri, um italiano e uma oriental americana, acho. Bem, está quente, demoro, mas durmo. Acordo umas 11h, rotina matinal, café, muito café, uns pães estranhos e Dulce de leche, hum. Ligo note, telefonemas, download da petição, sim, petição, vou complementa-la mais tarde. Está chovendo. Para de chover. Saio e o primeiro lugar é o supermercado, depois, claro, como bom paulista, o shopping, pátio olmos, finalmente vou ver aonde é o curso e os outros hostels. Vi onde é o curso e o primeiro hostel, achei legal, bem pertinho, ainda não decidi se irei pra lá, pois custa uns 10 reais a mais por dia, e isso, aqui, é minha refeição.
Curso fechado, óbvio. Decido então ir a uma praça que no mapa parecia legal, não era, nada demais, sem graça, mas descobri uma choperia que parece boa. Voltando.... está um sol escaldante, me refugio em cada sombra, estou de calça preta. Quase paro no cachorro quente, na sorveteria, e paro no shopping, como um lanchinho, lomo, vulgo, x-churrasco salada. Subo pra ver outro hostel, sim, subida e ta um calor da porca torcer o rabo. O hostel pareceu legal, mas num é mais perto que o que estou e é tão caro qto o outro, porém com atendimento bem pior do que o que estou. Decido que ficarei nele pelo menos até terça. Passo na farmácia e compro alfajor e protetor solar. Volto. Chego e dá-lhe petição, reintegração de posse. O pessoal estranha alguém trabalhando na área comum do hostel num domingo, enquanto uns conversam, outros jogam futebol no x-box. Um Irish guy vem falar comigo, sobre o serviço. Detalhe, a tomada daqui precisa adaptador. Paro pois meu saco ta na lua. Mercado de novo. Decido comprar comida pra fazer, ensalada e bife. Além de um vinho. Preparo a salada, bife e omelete, me cedem umas 3 cucharras de arroz. Doo parte da salada, pois fiz demais. Sobrou o bastante pra mais uma refeição, inclusive vinho. Converso com ums brasileiros e umas norueguesas. Tomo banho, E cá estou eu digitando isto e vou terminar a petição pra envio pela net.

Gastos em pesos argentinos:
Mac – débito R$12
Táxi 45
Mapa 25
Mercado 23
Almoço e sobremesa 20
Farmácia 27
Mercado 44
Hostel 1 dia – 30

diário de capiton

Cá estoy yo en argentina. Aciendo um diário de viaje, claro, num sei escrever em espanhol ainda, e tou me virando pra falar, mas está sendo uma experiência legal, onde, pra variar, tou me ferrando um pouco, principalmente sem falar nem espanhol, nem inglês direito, e olha que tem gringo pra dedel aqui no hostel onde estou.
Siga então esta porra de saga do ROSSÉ RiCARRdO, que espero, tenha algo a acrescentar ou, pelo menos, fazer rir de minhas presepadas.

Seguem abaixo, os relatos, por data.